Youtube admite erro sobre conteúdo de criptomoedas

Por: Daniela Abrantes
Publicado em 30/12/2019

Dezenas de vídeos removidos

A saga dos vídeos removidos pela plataforma de vídeos Youtube, teve inicio dia 23 de dezembro, no qual Youtubers de criptomoeda afirmam que a plataforma excluiu os vídeos por “conteúdo perigoso” e “venda de mercadorias regulamentadas”

Chris Dunn youtuber com mais de 210 mil inscritos e quase 7,5 milhões de visualizações foi um dos afetados, com alguns vídeos removidos.

Node Investor, Ivan on Tech, Robert Beadles e muitos outros youtubers também tiveram seus conteúdos afetados.

“Parece que uma razão pela qual o YouTube esteja excluindo canais de criptomoeda é a existência de qualquer link para sites/exchanges externas nas descrições de vídeo”, afirma Omar Bham em seu Twitter.

De acordo com as diretrizes da comunidade do YouTube, o conteúdo é removido automaticamente se violar as regras da plataforma. Isso pode incluir nudez ou conteúdo sexual, conteúdo nocivo ou perigoso, conteúdo odioso, conteúdo violento ou gráfico, assédio ou intimidação virtual, spams, golpes e muito mais.

A plataforma envia advertência para os canais caso algum desses casos ocorra, com o primeiro aviso o canal é impedido de carregar, publicar ou fazer streaming por uma semana. Com o segundo aviso o período aumenta para duas semanas e com o terceiro aviso em até 90 dias, pode resultar na remoção permanente do canal.

Migração para outras plataformas

Com os ataques do Youtube, os criadores de conteúdo estão migrando para outras plataformas, como Instagram, Facebook, DTube, Steemit, Minds, Bitchute, Bittube a LBRY.

Por exemplo, a LBRY é uma plataforma menos conhecida que utiliza tecnologia blockchain para permitir que os usuários publiquem conteúdo e sejam pagos por isso. O CEO da empresa afirmou que o acesso a plataforma aumentou quase 100% por dia, depois da proibição do Youtube.

Apesar desses programas resolverem a questão da censura e remoção dos conteúdos, a questão de público é ainda muito limitado, já que a grande massa está no Youtube.

“Talvez seja hora da comunidade de criptomoeda criar sua própria plataforma de mídia social, resistente a censura e habilitada para blockchain. Muitos desafios, no entanto, spam, fraude, trolls, incentivos, direitos autorais, economia de token, governança, privacidade…Mas está na hora!”, afirmou Changpeng Shao, fundador e CEO da Binance em seu Twitter.

Em 26 de dezembro, o Youtube divulgou uma declaração afirmando que havia removido por engano centenas de vídeos sobre criptomoedas nessa semana e que iria restaurar os vídeos.

Porém alguns Youtubers ainda não tiveram seus vídeos e advertências restauradas.