Uso de blockchain revoluciona o ramo da saúde

Por: Daniela Abrantes
Publicado em 09/12/2019

O futuro chegou!

Bettina Grajcer, empresária e médica brasileira escreveu um artigo publicado no jornal O Estado de São Paulo, onde afirma que a saúde no futuro utilizará novas tecnologias, inclusive blockchain.

Durante a elaboração do seu artigo, a médica visitou o evento de inovação em saúde, Exponential Medicine, em San Diego. Enfatizando que as novas tecnologias evoluem rapidamente, podendo revolucionar toda a saúde, desde o uso de um apple watch em casa, até a inteligência artificial para diagnósticos e cirurgias robóticas.

“Exames de ECG já podem ser realizados pelo celular. Pequenos robôs na circulação podem fazer o diagnóstico de câncer de pulmão precocemente e tem grande chance de sucesso de mover a curva da doença. Em cirurgias, a utilização de projeção em 3D permite a sobreposição dos exames de imagem no paciente. Um cirurgião já pode acompanhar remotamente um procedimento cirúrgico pelo seu avatar em holograma. Já se estuda a fabricação de um vírus para combater o câncer impresso em 3D. Os Chatbots telepáticos já são realidade […] Tecnologias como o histórico médico eletrônico diminuem o tempo de consulta para levantamento de dados, tempo que pode (e deve) ser investido no paciente. Novas formas de tratamento vem sendo utilizadas com sucesso: musicoterapia, terapia visual pelas artes e até o uso de animais (sim! Ter animais em casa ajuda a evitar doenças) […]”, afirma Grajcer.

A China tem todo o seu sistema de saúde digitalizado em uma única plataforma, por isso ela evidência o uso de blockchain na digitalização e armazenamento dos dados médicos.

“O uso de blockchain possibilitará o acesso a dados pessoais de forma confiável e verificada. Facilitará o encontro de profissionais qualificados em áreas específicas (médicos poderão ser encontrados e realizar atendimento domiciliar com um app estilo Uber Health). A confiança é essencial. Ao invés de trabalhar individualmente, podemos evoluir, criando soluções em plataformas que possam ser compartilhadas e ganhar escala”, disse Grajcer.

A tecnologia irá cada vez mais ganhar espaço, e no seu artigo a médica faz o questionamento se uma inteligência artificial (IA) pode substituir um radiologista no futuro? E confirma logo em seguida que não é possível, pois os radiologistas que utilizam a tecnologia da IA irão substituir os que não utilizam.

A evolução do Afeganistão.

Um exemplo de avanço tecnológico na área de saúde foi o Ministério da Saúde Pública do Afeganistão, que assinou um memorando de entendimento (MoU) em conjunto com a empresa de blockchain FantomOperations, visando utilizar blockchain para identificar medicamentos falsificados, criar registros médicos hospitalares e digitalizar arquivos de pacientes.