Tudo sobre exchanges

A salvação do sistema bancário

Há poucos dias, vivemos uma realidade que não fazia mais sentido, pelo menos não em pleno século XXI. O Governo Federal liberou um auxílio emergencial para aqueles que precisam de ajuda durante esse momento de crise. Até aí, estava tudo bem. O problema foi que, para surpresa de todos, vivenciamos um verdadeiro colapso do sistema bancário: sites e aplicativos congestionados e fora do ar, aglomerações em agências bancárias em todo o país e, a pior parte, falta de cédulas que obrigou ao Banco Central imprimir mais 9 bilhões de reais. (Não quero nem imaginar os prejuízos econômicos desse fato!)

No mundo dos criptoativos, isso não aconteceria, pois não existe a exigência de um intermediário, como os bancos. Essas operações de auxílio emergencial, por exemplo, seriam bem mais simplificadas: uma vez que seu auxílio fosse aprovado, ele seria automaticamente liberado em uma conta de “exchange” sua. E pronto! Nada de filas gigantescas nos bancos.

Exchanges (em tradução livre do inglês significa “troca”) são plataformas eletrônicas que facilitam todas as transações monetárias, de forma rápida e segura. É possível comprar, vender, transferir e até mesmo ‘converter’ moedas digitais em moeda fiduciária. Esse sistema, desenvolvido em 2010, já passou por vários processos de aperfeiçoamentos e tem-se demonstrado seguro e ágil, ao longo dos anos. A primeira exchange foi criada para permitir transações com o Bitcoin, era um site chamado Bitcoinmarket.com, que facilitava a troca dessa moeda revolucionária ao redor do mundo.

Assim como eu, você deve estar se perguntando: então, por que ainda não utilizamos esse sistema?

Bem, a resposta não é muito lógica ou animadora. Acontece que o sistema bancário, como é hoje, é extremamente lucrativo e, por isso, é difícil propor um upgrade tão drástico. Mas, felizmente, quanto mais complexas e globalizadas ficam as relações financeiras, mais é perceptível que esse sistema é insustentável.

Provavelmente, em um futuro muito próximo a pressão econômica promova mudanças significativas. Quem sabe, daqui a cinco anos não temos metade da população com contas em exchanges, sem precisar pegar filas em bancos ou pagar tarifas absurdas?

Por: Amanda Martins
Publicado em 15/05/2020