SUS adota tecnologia blockchain em seu sistema

Por: Allef Henrique
Publicado em 11/11/2019

Blockchain cuidando até da sua saúde

Em São Paulo, entre os dias 29 e 31 de outubro, foi realizado o evento dedicado à inovação digital Futurecom, em que, o Ministério da Saúde do Brasil anunciou o lançamento da Rede Nacional de Dados de Saúde (RNDS), que consiste em compartilhar dados em nuvens interestaduais através da blockchain.

“Com a RNDS e essa troca de informações, é possível evitar fraudes e não repetir exames, por exemplo. Atualmente, gasta-se muito dinheiro com exames, que, às vezes, o paciente nem vai buscar. Além disso, há um processo de atendimento rápido. Então, há muitas informações para o médico tomar decisão sobre o cuidado do paciente”, explicou Henrique Nixon, Coordenador Geral de Sistemas de Informação e Operação do Ministério da Saúde.

A princípio, a rede pretende usar um sistema em nuvem com “contêineres virtuais” para cada estado que participe ao conjunto, assim, possibilitando o compartilhamento de informações através da blockchain, com total segurança.

O planejamento virtual não é uma novidade

Em 2015 o governo já havia lançado o aplicativo Meu DigiSUS, dísponivel para Android e iOS, e este voltou a ser mencionado na palestra, onde passa por atualizações. Isso incentiva e ajuda cada vez mais a aceitação do governo nesse mundo digital.

O app informa ao usuário tudo que precisa sobre informações pessoais e de clínicas, permitindo o monitoramento de exames agendados e procedimentos de mais de 10 sistemas, como o CADSUS (Cadastro Nacional de Usuário do SUS), o e-SUS AB (Sistema de Atenção Básica), SISREG (Sistema de Regulamentação), CNES (Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde) e SNT (Sistema Nacional de Transplantes).

“É uma plataforma que o cidadão pode consumir os serviços que o governo disponibiliza e ver tudo que está acontecendo no seu CPF. É importante saber quais estabelecimentos acessaram seu prontuário, quais informações foram geradas e quais medicamentos foram dispensados. Então, por meio do aplicativo, você empodera o cidadão para ser o próprio agente da fiscalização”, apontou Nixon.