Redes Sociais Descentralizadas: a solução para o caos causado pelo Facebook

Na última segunda-feira (04), bilhões de pessoas ao redor do mundo, foram pegas de surpresa pela queda simultânea do Facebook, WhatsApp e Instagram. As redes sociais digitais que pertencem ao grupo do Facebook ficaram cerca de seis horas sem funcionar, por problemas técnicos nos seus servidores, segundo a empresa.

Além do impacto na comunicação, o período de “blackout” também provocou consequências financeiras negativas nos negócios de dependem dos aplicativos para funcionar e/ou vender. O que levantou o questionamento sobre a dependência e centralização destas redes.

A centralização das redes sociais e aplicativos já é um assunto bastante debatido no universo cripto, sendo visto como um problema a ser solucionado através das redes sociais descentralizadas com o uso da tecnologia blockchain.

O grande diferencial das redes sociais descentralizadas está no fato de não existir um servidor central que comanda tudo, neste tipo de tecnologia, as informações são distribuídas de forma descentralizada por toda rede de computadores através da tecnologia blockchain.

Desse modo, caso surja algum problema em um servidor, ele será desconectado e a conexão continuará acontecendo com os outros pontos da rede, evitando problemas como o que aconteceu com o grupo Facebook.

 

(A esquerda, exemplo de rede descentralizada. A direita, exemplo de rede centralizada)

A forma de atuação destas redes acontecem devido as características da blockchain, tecnologia de registro de informações que não depende de uma entidade central, mas sim da criptografia e do consenso dos vários atores que compõem seu sistema.

Esta tecnologia pode ser aplicada, basicamente, a qualquer tipo de informação e tem como ponto chave, sua segurança, já que as informações informações ficam registradas para a eternidade, servindo como uma base de dados fiel dos acontecimentos.

Redes Sociais Descentralizadas e Twitter

O criador do Twitter, Jack Dorsey, já informou que está desenvolvendo uma rede social descentralizada que se chamará Blue Sky, mas não divulgou muitos detalhes sobre seu funcionamento.

 

No entanto, a rede de Dorsey já levanta algumas discussões a respeito de como funcionará sua descentralização, uma vez que os pilares principais da descentralização é não ter uma empresa ou autoridade que controlando seu conteúdo.

Para os entusiastas e desenvolvedores de tecnologia blockchain, problemas como o de segunda-feira, farão com que mais pessoas e empresas busquem saídas para as dependências que foram criadas pela Big Techs que hoje formam um oligopólio da informação digital, e as redes sociais descentralizadas poderão ser a saída para essa questão.