Por que não tememos a crise econômica?

Não precisa de um estudo muito aprofundado sobre o capitalismo para entender que esse sistema econômico trabalha em ciclos. Todo período de ascensão e de crise se repetem anos a fio. Recentemente, o FMI (Fundo Monetário Internacional) afirmou que – devido a pandemia do COVID-19 – um novo cenário de recessão mundial irá se instalar, muito pior que o ocorrido em 2008.  A afirmação é um tanto assustadora: pensar que todas as economias do mundo irão diminuir sua produtividade e colapsar ao mesmo tempo, certamente gera pânico.

Mas, lhe convido hoje, a analisar mais friamente a situação.

A crise econômica mais conhecida, no mundo todo, foi a Grande Depressão ocorrida nos Estados Unidos, em 1929, com o crash da bolsa de Nova Iorque. Nessa ocasião, devido a explosão da bolha especulativa, a bolsa chegou a cair 89%.

No entanto, muitas outras crises econômicas se sucederam desde então, e de proporções tão catastróficas quanto.

Tomando por base apenas as três principais recessões, em 1973 a capital inglesa enfrentou uma
Crise do petróleo, quando os países da OPEP decidiram elevar os preços do produto de uma hora para outra, o que fez com que a bolsa de Londres caísse 73%. Já no Japão, por um período até mais longo que a Depressão norte americana, entre 1990 a 2002, um declínio 79%, do mercado acionário japonês foi registrado, o que se transformou num pesadelo deflacionário. Outra grande crise, acometendo novamente a grande potência capitalista, afetou a bolsa E.U.A. Nasdaq em uma queda de 82%, devido ao fim da bolha das empresas

Como podemos observar, crises econômicas atingem todas as economias mundiais, em períodos e intensidades diferentes. Isso acontece, sobretudo, porque a regulação do crédito – mediada pelo Banco Central – sai do controle de tempos em tempo, trazendo consequências drásticas, mas naturais ao sistema econômico.

Mas um ponto crucial deve ser percebido: todos esses fenômenos têm em comum seu cerne fixado em mercados diretamente controlados por decisões governamentais, a exemplo do mercado imobiliário e de petróleo, que foram pivô das crises americanas e inglesas, respectivamente.

É justamente nesse aspecto que nasce a certeza e a tranquilidade em nós, que formamos a família Braiscompany, e em todos os entusiastas desse mercado.

O mercado de criptoativos tem uma característica determinante para isso: é descentralizado; ou seja, além de não ser regulado por governos, bancos ou empresas, é possível comprar, enviar e receber bitcoins sem nenhum intermediário, como bancos ou emissores de cartão de crédito. Isso impede que decisões governamentais, ou ainda, instabilidades pontuais (como a crise do petróleo) reverberem negativamente nesses ativos.

Assim, todo esse medo que assola as economias capitalistas em momentos de incertezas, como o que estamos vivendo com essa pandemia de corona vírus, não atinge o nosso mercado. Muito pelo contrário, nos possibilita ganhos ainda maiores, pois até os investidores mais tradicionalistas, começam a enxergar as moedas digitais como uma boa saída para a crise que nos espera.

Por: Amanda Martins
Publicado em 07/04/2020