O “Trilema” blockchain

Creio que você já deve ter ouvido falar bastante sobre blockchain por aqui. Afinal, essa tecnologia é a base para o desenvolvimento do ecossistema das criptomoedas.Contudo, gostaria de te fazer uma pergunta: você sabe quais são os três aspectos principais para o desenvolvimento das blockchains e por que esses três pontos são tão importantes quando se avalia um projeto cripto?

Se sua resposta foi não, sugiro que continue lendo esse artigo.

Esse conceito que estamos abordando chama-se “trilema das blockchains”, abordado pela primeira vez em 2016 por Vitalik Buterin, cofundador do segundo maior projeto de criptomoedas do mundo, a Ethereum. O trilema trata de três aspectos fundamentais para o desenvolvimento de qualquer blockchain, sendo eles: segurança, descentralização e escalabilidade. 

Quando falamos sobre segurança, medimos a capacidade da blockchain em defender os dados presentes no bloco e mantê-los em segurança contra possíveis ataques hackers, por exemplo.

Já quando falamos em descentralização, falamos sobre a necessidade das blockchains estarem nas “mãos” de muitas pessoas, que a rede seja distribuída igualmente para todos os participantes.

Um dos conceitos mais desafiadores dessa lista, com certeza, é a escalabilidade. A blockchain precisa oferecer suporte a uma grande quantidade de transações sem que a rede seja comprometida, tenha problemas com o tempo das transações ou na criação de blocos.



Aliás, a escalabilidade é um problema bastante comum entre as diversas blockchains que existem no ecossistema, incluindo as duas principais: Bitcoin e Ethereum. Para resolver essa questão foram criadas as chamadas soluções de segunda camada (Layer 2).

É importante dizer que nenhuma blockchain possui essas três características em sua plenitude e, até por isso, surgiram projetos de segunda camada nas redes. A rede Bitcoin, por exemplo, possui grande segurança e descentralização, porém sofre com o quesito escalabilidade, uma vez que a rede principal é lenta e suporta um baixo volume de transações no bloco, simultaneamente, cerca de 6 transações por segundo.

Para você ter uma ideia de como esse número de transações é pequeno, se compararmos esses dados com o número de transações da gigante de pagamentos Visa, que chega até 65.000 transações por segundo.

Ou seja, podemos dizer que para avaliarmos um projeto cripto de forma mais aprofundada e consistente, precisamos avaliar a blockchain ao qual essa cripto está inserida. Afinal de contas, temos que avaliar o seu poder de descentralização, segurança e escalabilidade. Pelo menos duas dessas características necessitam ser bem consistentes.

Atualmente, para resolver o sério problema de escalabilidade, muitas blockchains já utilizam as soluções de segunda camada, como é o caso do bitcoin com a Lightning Network e a Ethereum com suas inúmeras soluções de Layer 2, a exemplo da Polygon (MATIC). Contudo, isso é um assunto para outro artigo.

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