Mais de 20 mil empresas Chinesas de blockchain tentaram lançar criptomoedas

Por: Daniela Abrantes

Publicado em 29/11/2019

China com as estruturas abaladas

Com o auxílio do Banco Central da China, autoridades publicaram um documento afirmando que aproximadamente 89% das empresas de blockchain na China – cerca de 25.000 – tentaram criar e emitir suas próprias criptomoedas, através de tokens, enquanto 4.000 dessas empresas estão focadas no desenvolvimento de aplicativos de blockchain, de acordo com Yedong Zhu, presidente da Associação de Aplicativos de Blockchain de Pequim, em uma entrevista à mídia estatal chinesa CCTV.

De acordo com o relatório produzido por Yedong Zhu, mais da metade das 28.000 empresas de blockchain estão situadas na província de Guangdong, no sul da China, ao lado do Vale do Silício chinês em Shenzhen. Enquanto o restante se encontra nas regiões de Pequim e Xangai.

O Banco Central da China, em Xangai, através de uma nova regulamentação, continuou o controle e restrição ao comércio de criptomoedas. O presidente da China comentou em uma reunião no Comitê Central do Partido Comunista da China, que o país deveria se envolver mais com as tecnologias baseadas em blockchain, aproveitando a oportunidade para assumir o protagonismo no campo.

Em 2017, a China proibiu a realização de ICOs no país, por isso o governo adotou a narrativa “Blockchain, não Bitcoin”, lembrando as pessoas que as criptomoedas são ilegais, implementando regulações rígidas, entretando eles ainda permitem operações de mineração e posse de criptoativos. O relatório produzido por Yedong Zhu, é um dos três “livros eletrônicos” que orienta as autoridades chinesas sobre como regular a emergente indústria.