Especial Metaverso (Parte II) – Camadas que formam a base e garantem o poder revolucionário do Metaverso

No post anterior, você conheceu um pouco mais sobre o conceito de Metaverso e as três primeiras camadas que compõem esse universo disruptivo e transformador. Hoje, falaremos sobre as outras quatro camadas do Metaverso: Computação Espacial, Descentralização, Interface Humana e Infraestrutura.

Apesar de serem camadas mais distantes do nosso cotidiano, elas são fundamentais para o desenvolvimento do Metaverso.

Leia: Metaverso (Parte I) – A nova tecnologia que está revolucionando a humanidade


Computação Espacial

Uma das tecnologias que dão suporte a esse poder transformador do Metaverso é a computação espacial, que engloba tecnologias como Realidade Virtual (VR) e Realidade Aumentada (AR). Através dela é possível entrar e manipular com mais facilidade espaços 3D, além de aumentar o mundo real com mais informações e experiência.

Muitos softwares que levam essa tecnologia são usados no Metaverso, a exemplo de engines 3D para exibir geometria e animação, mapeamento e interpretação do mundo interno e externo, reconhecimento de objetos e reconhecimento de voz e gestos.

Outro detalhe importante é que a computação espacial tem o poder de destruir as barreiras entre o mundo físico e o virtual, principalmente porque é possível projetar sistemas que levem o usuário a ir além dos limites da tela de um computador e de seu teclado, experimentando uma simulação mais intensa.

Entre as empresas que se destacam nesse cenário, podemos destacar EF EVE, Unreal Engine, AutoDesk, Unity e Google AI.


Descentralização

Um dos pontos importantes do Metaverso é o fato de ser descentralizado. Isso quer dizer que o universo não está sob o domínio de nenhuma empresa ou governo, é um espaço coletivo, onde as pessoas poderão fazer reuniões para definir modelagens econômicas, realizar a troca de tokens ou compartilhar outros atributos digitais de forma global, sem a necessidade de um intermediador.

Grande parte dessa descentralização vem da tecnologia blockchain, que é empregada no Metaverso. A blockchain permite a troca de software, identidade auto-soberana e novas formas de agrupar e desagrupar moedas digitais.

O surgimento de blockchains mais otimizadas e o advento dos NFTs (tokens não-fungíveis) levará os mercados descentralizados a experimentarem cada vez mais inovações. A chamada computação “de borda distante”, por exemplo, aproximará a computação em nuvem de nossas casas, permitindo que usemos aplicativos de alta latência – tempo que leva para um sinal (bit) ou pacote de informação ser enviado do computador original e chegar ao seu destino – sem causar uma sobrecarga no nossos dispositivos. 

Empresas que se destacam nessa camada são Microsoft, OpenSea, Gemini e Cardano.


Interface Humana

Acho que você já deve ter percebido que seu smartphone não é mais “apenas” um celular. Ele é na verdade um computador portátil, sempre conectado e que possui um aplicativo de telefone pré-instalado. Eles estão cada vez mais potentes, com sensores certos, uso de inteligência artificial e acesso rápido a sofisticados sistemas de computação de borda. Eles absorverão cada vez mais aplicativos e experiências do Metaverso.

Um bom exemplo para usar aqui é o headset da empresa Meta (ex-Facebook), o Oculus Quest. Basicamente, o aparelho é um smartphone que foi modificado em um dispositivo de Realidade Virtual (VR). Em breve, as novas versões desse óculos devem realizar ainda mais funções de um smartphone, junto com aplicativos de VR e Realidade Aumentada (AR).

Muitas empresas têm se empenhado em buscar inovações tecnológicas que aproximem o ser humano das máquinas. Entre as tecnologias que estão sendo experimentadas podemos destacar Wearables (dispositivos vestíveis) impressos em 3D integrados à moda e roupas e biossensores miniaturizados, alguns até impressos na pele.

Empresas como Meta, Samsung, Neuralink e Huawei já trabalham nesta camada do Metaverso.

Infraestrutura

Chegamos à camada mais profunda do Metaverso. A infraestrutura desse universo inclui a tecnologia que já existe nos nossos dispositivos, conectando eles a rede e entregando conteúdo.

Neste ponto, a tecnologia 5G será muito importante, pois vai aumentar, exponencialmente, a largura de banda, diminuindo a latência da rede. Já a tecnologia 6G cuidará de aumentar a velocidade da internet, também em grandes patamares. 

O avanço das tecnologias exigirá hardwares cada vez mais sofisticados, poderosos e menores, visando abrigar semicondutores que estão caindo para processos de três nanômetros ou menos, sistemas microeletromecânicos e baterias compactas e de longa duração.

Muitas empresas, consideradas gigantes no mercado, estão trabalhando nesta camada do Metaverso. Entre elas, estão T-Mobile, Nvidia, Panasonic, Sony, Intel, AWS e AT&T. 


Como dissemos lá no início do texto, as camadas apresentadas aqui parecem distantes do nosso cotidiano. O vocabulário, muitas vezes, é bem diferente daquele que estamos habituados.

Porém, é justo dizer que essas quatro camadas são a base do Metaverso. São elas que darão estrutura e tecnologia para que esse universo cumpra o seu papel revolucionário na nossa sociedade.

 

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