Especial Metaverso (Parte I) – A nova tecnologia que está revolucionando a humanidade

Falar sobre o Metaverso é sempre uma tarefa difícil, uma vez que esse novo ecossistema é amplo, cheio de detalhes e, em termos gerais, pouco conhecido da maior parte da população.

Hoje, vamos conversar sobre o assunto, abordando as camadas que compõem o Metaverso. Como são sete camadas, trataremos este post como um conteúdo especial e que irá render duas matérias para que você possa absorver conhecimento de forma mais fácil.

Neste primeiro momento, vamos falar sobre o conceito de Metaverso e as três primeiras camadas dele: Experiência, Descoberta e Criador de Economia. Vamos lá!

Conceito

De forma resumida, o Metaverso é um espaço virtual compartilhado, onde as pessoas podem ter contato com novas tecnologias como Realidade Aumentada e Realidade Virtual, interagindo com o próprio espaço – seja com conteúdos ou outras pessoas – através de avatares.

É importante pontuar que o Metaverso não é 2D ou 3D, nem necessariamente precisa ser gráfico. Trata-se de uma espécie de desmaterialização do espaço físico, da distância e dos objetos. Vemos o Metaverso presente em jogos, como por exemplo, Fortnite, mas também na Alexa que temos na sala de estar da nossa casa ou na rede social de áudio, ClubHouse, em nossos telefones.

É a partir dessa proposta de desmaterialização do espaço físico que vamos chegar à camada mais superficial do Metaverso, a Experiência.



Experiência

Afinal, a partir da desmaterialização do espaço físico, da nossa realidade material, passamos a ter a oportunidade de vivenciar experiências, antes inimagináveis ou que não estavam ao nosso alcance. Imagine sonhar, por exemplo, ser um jogador famoso ou uma estrela da música.

No mundo real, assistir a um show do seu artista preferido ou a uma partida de futebol do seu time de coração pode não ser uma grande experiência, caso não consiga um ingresso em um lugar privilegiado do estádio ou nas primeiras filas do teatro ou da casa de show onde vá.

No Metaverso, um show ou um jogo virtual pode criar um plano para que cada espectador possa ter uma experiência única, onde o indivíduo possa desfrutar do melhor lugar.

Outro ponto importante desta camada é o fato do que o usuário deixa de ser apenas um consumidor de conteúdo e passa a ser também criador ou amplificador de conteúdo, o chamado complexo conteúdo-comunidade. O detalhe é que o conteúdo é gerado não só por pessoas, mas também por suas interações, alimentando assim a comunidade. É conteúdo gerando mais conteúdo.

Várias empresas podem ser citadas como propulsoras da experiência no Metaverso, a exemplo de Youtube, Zoom, Ubisoft, Meta e Riot Games.


Descoberta

Abaixo da Experiência está a camada da Descoberta. Neste ponto, o ecossistema é bem vasto e também gera bastante dinheiro para muitas empresas, dentre elas grandes corporações mundiais, como Google e Unity. Podemos classificar os sistemas de descoberta de duas formas: entrada e saída.

O sistema de entrada visa pessoas que estão buscando ativamente experiências dentro do Metaverso (Ex: Presença em tempo real, lojas de aplicativos, conteúdo direcionado à comunidade, motores de busca…). Já o sistema de saída se configura no marketing que não foi solicitado, especificamente, pela pessoa, mesmo que, de alguma forma, ele tenha optado por participar (Ex: Spam, exibição de publicidade e notificações).

Alguns desses mecanismos citados acima, aumentarão em importância no Metaverso. Entre eles, podemos destacar a criação de conteúdo direcionado a comunidade. Esse meio de descoberta se mostra muito mais econômico, em relação a outras estratégias de marketing.

A ideia é simples, pois quanto mais uma pessoa se interessa por determinado assunto, mais ela divulga, dissemina aquele assunto para outras pessoas, fazendo com que o conteúdo ganhe importância, tornando-se mais fácil de comprar, trocar ou negociar. Esse conteúdo se tornará um ativo de marketing.

Outro mecanismo que vai ganhar muita importância no Metaverso é a presença em tempo real. Saber o que as pessoas estão fazendo é extremamente precioso para um Metaverso em que muito valor virá da interação com amigos por meio de experiências compartilhadas.


Criador de Economia

A quantidade de criadores de experiências dentro do Metaverso está aumentando de forma expressiva, ano após ano. Nesta camada, os criadores têm acesso a todas as tecnologias possíveis para gerar experiências que caiam no gosto das pessoas (usuários).

Em um artigo publicado no site Medium, o autor e designer de jogos americano, Jon Radoff explica que as economias dos criadores se desenvolve em três padrões bem consistentes, seja no metaverso, nos jogos, desenvolvimento web ou e-commerce: Era Pioneiro, Era Engenharia e Era do Criador.

Na Era Pioneiro, encontram-se os criadores que não possuem nenhuma tecnologia para desenvolver experiências. Elas precisam fazer tudo do zero. Já na Era Engenharia, as coisas tendem a melhorar, uma vez que as ferramentas desenvolvidas na era anterior irão ajudar os engenheiros, já sobrecarregados, a economizarem tempo na criação de experiências.

Enquanto que na Era do Criador, designers e criadores já não suportam que obstáculos de codificação os deixem mais lentos no processo de criação. Muitos criadores buscam impor habilidades aos aspectos exclusivos do projeto. Nesta fase, fica caracterizado o aumento exponencial de criadores de economia.

Algumas empresas que se destacam como Criadoras de Economia são a Roblox, Decentraland, Adobe e SandBox.



No próximo post, falaremos sobre as outras quatro camadas do Metaverso: Computação Espacial, Descentralização, Interface Humana e Infraestrutura. Essas são camadas mais distantes do nosso cotidiano, mas são igualmente, ou até mais importantes para o desenvolvimento do Metaverso.

 

 

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