Entenda por que as criptomoedas estão ganhando evidência no conflito entre Ucrânia e Rússia

O agravamento do conflito entre Ucrânia e Rússia tem acarretado em inúmeras consequências econômicas para os dois países envolvidos no confronto. Os russos enfrentam sanções inéditas e os ucranianos gastam milhões de sua moeda local para tentar conter o avanço rival.

É justamente pensando em conter a Rússia que a União Europeia e os Estados Unidos vem anunciando sanções econômicas de larga escala, impossibilitando que instituições financeiras, órgãos governamentais e até oligarcas russos movimentem ou tenham acesso a grandes quantias de dinheiro.

O Rublo, moeda russa, já despencou mais de 30%, desde a invasão à Ucrânia. A taxa de juros no país também vem subindo fortemente, saltando de 9,5% para 20% no início desta semana e o Banco Central da Rússia também vem implementando controles de capital para tentar amenizar o isolamento econômico do país.

Por outro lado, o governo ucraniano tem gastado muito dinheiro para melhorar as defesas do país, e mesmo com o auxílio do Ocidente e dos EUA, os país europeu sofre baixas nas suas reservas financeiras devido ao conflito com a Rússia.

Bitcoin resiste a conflito entre Ucrânia e Rússia e supera principais moedas do mundo, como Dólar e Euro. (Divulgação/Braiscompany)
* Cotação do dia 01.03.2022 do Google Finance


Criptomoedas como “seguro” para momentos de crise

Em um cenário de incerteza econômica e crise monetária, as criptomoedas ganharam os holofotes mundiais ao se mostrarem importantes para a manutenção da liberdade financeira, e por que não dizer geográfica de um país. Soma-se a isso o fato de Ucrânia e Rússia serem dois países com forte adoção de criptos por parte de suas populações.

A Ucrânia se tornou o primeiro país do mundo a aceitar doações em criptomoedas. Especialistas da área estimam que a quantia de US$ 13,7 milhões, o equivalente a R$ 68 milhões, já foram enviados ao governo ucraniano através de doações anônimas de bitcoin.

Outras duas criptomoedas também estão sendo usadas para doação: Ethereum e USDT (stablecoin lastreada no dólar). O país já recebeu mais de quatro mil doações anônimas, fortalecendo a economia em um momento chave e tem usado parte dessa arrecadação para aumentar o poder militar, a fim de conter o avanço russo na capital Kiev.

Do outro lado, a Rússia busca utilizar o bitcoin para aliviar as sanções econômicas que vem sofrendo por parte do Ocidente. As sanções dos EUA e da UE dependem fortemente dos bancos para fazer cumprir as regras.

Isso quer dizer que se uma empresa ou uma pessoa sancionada quiser fazer uma transação em moedas fiduciárias, como dólares ou euros, é responsabilidade do banco sinalizar e bloquear essas transações.

Mas, com as moedas digitais é diferente, uma vez que são operadas fora do domínio do sistema bancário tradicional, com transações registradas na blockchain. Essa realidade pode fazer com que o governo Russo evite o uso de qualquer outra moeda que não seja uma cripto, evitando assim muitas das sanções que vem sendo impostas.

Conflito deixa evidente importância das criptomoedas

O conflito entre Ucrânia e Rússia deixou ainda mais evidente que o mercado de criptomoedas pode ser importante em vários momentos para a economia mundial. Os criptoativos podem servir como reserva de valor a ser usada em momentos cruciais para qualquer nação, seja por conta de um conflito ou para reforçar a economia local em períodos de crise.

Sem falar que as criptomoedas podem servir como uma espécie de “seguro” para qualquer cidadão, de qualquer nacionalidade e que está exposto a catástrofes, guerras, corridas bancárias, colapsos econômicos, confisco de poupança, ditaduras, calotes, dentre outros. O bitcoin e outras criptos não servem somente para ganhar, mas para não perder patrimônio.

O poder descentralizador dos criptoativos pode se tornar um grande trunfo para que governantes ou pessoas bem-intencionadas busquem um meio alternativo, porém mais seguro, para transacionar suas reservas sem a necessidade de ter que passar pela intermediação de instituições bancárias ou órgãos governamentais, uma vez que estes atores são afetados diretamente por fatores externos, como a geopolítica, por exemplo.

O mercado de criptoativos é uma grande oportunidade para quem deseja encontrar a liberdade financeira.

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