Campina Grande: terra de São João e de muita tecnologia

Já dizia o repente do poeta Ivanildo Vila Nova: “imagina o Brasil ser dividido e o Nordeste ficar independente”.

Acho que já deu para perceber que ficamos mais “patriotas”, em época de São João, né?! Patriotas desse país chamado Nordeste.

Por isso, hoje, resolvi ressaltar um pouco dessa terrinha maravilhosa!

Se não fosse a crise do coronavírus, a festa junina tinha começado no início do mês de junho. Campina Grande, particularmente, sedia o Maior São João do mundo. Mas ela também é palco de grandes inovações tecnológicas!

Esse polo tecnológico e industrial, escondido no agreste paraibano, tem muita história para contar. A protagonista é a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), dona de um dos cursos de Ciências da Computação mais bem avaliados do Brasil. Seus alunos egressos conseguem, facilmente, empregos em empresas como Google, Microsoft e IBM.

Mas não é só isso!

A qualificação de mão de obra proporcionada pela UFCG atrai investimentos multimilionários de gigantes como Sony, HP, AOC, para o desenvolvimento de pesquisas e novas tecnologias. Os pesquisadores da UFCG estão entre os poucos do Brasil a se debruçar sobre a computação quântica e tornaram-se referência na chamada “computação em nuvem”, uma das áreas mais quentes e promissoras da tecnologia.

Os alunos são tão bem preparados, que a empregabilidade da universidade bate o marco de 100%. Isso, certamente, é grande atrativo para profissionais de todo Brasil, especialmente, do sul e sudeste.

É claro que a UFCG não carrega todo o peso nos ombros sozinha. A cidade também conta com a Fundação Parque Tecnológico da Paraíba (PaqTcPB), o elo entre a sala de aula e a empresa. Iniciativa que conta com um conselho robusto de empresários, políticos e acadêmicos, já incubou diversas empresas, beneficiando, principalmente, empresas novatas, aumentando sua taxa de sobrevida.

Não foi à toa que a Braiscompany escolheu, a dedo, onde fincar raízes, para alçar voos internacionais. Claro, que explanei apenas o cenário de desenvolvimento tecnológico, porque se entrarmos na cultura, é capaz de você vir aqui só para comer uma pamonha com queijo coalho.

O que importa mesmo, é que você saiba que nossas portas estão sempre abertas ao mundo. Como costumamos dizer aqui: é só chegar!

Por Amanda Martins
Publicado em 23/06/2020