Caminhamos para mais uma recessão econômica. E se eu te disser que isso não é novidade…

A chegada de mais uma recessão econômica vem causando muitos estragos mundo afora. A alta generalizada da inflação, o baixo ou nenhum crescimento de vários países e a crise financeira nos cofres públicos são alguns dos exemplos que podemos citar.

Mas, essa é apenas mais uma crise econômica que passamos nos últimos 150 anos. Já são pelo menos 14 processos de recessão nesse período, o que reforça cada vez mais, a sensação de que o atual modelo econômico que usamos parece estar com seus dias contados.

Hoje, começamos uma sequência de dois artigos, sendo o primeiro para relembrar os motivos por trás de recessões econômicas em um curto espaço de tempo e o segundo explicando porque o mercado de criptomoedas é visto como uma alternativa viável para uma mudança no nosso modelo econômico atual.

Gráfico do Banco Mundial aponta queda na expectativa do PIB mundial desde 2020. (Fonte Banco Mundial).

Recessões não são novidades


A grande primeira recessão econômica aconteceu em 1876, quando uma grave crise financeira, que começou em 1873, desencadeou uma forte depressão na Europa e na América do Norte. Esse período de turbulência durou três anos e suas causas foram variadas, tendo entre outros fatores a inflação americana, investimentos especulativos desenfreados (predominantemente em ferrovias), a desmonetização da prata na Alemanha e nos Estados Unidos e a Guerra Franco-Prussiana.

No século XIV passamos por mais duas recessões econômicas, em curto espaço de tempo, em 1885 e 1893. Mas, foi a partir do século XX que a quantidade de recessões passaram a ser mais expressivas e que o modelo econômico que conhecemos entrou em crise. Tivemos momentos difíceis em 1908, 1914, 1917 até 1921, 1930 até 1932, 1938, 1945 a 1946, 1975, 1982 e 1991.

Podemos destacar aqui a crise de 1908, considerada a primeira grande crise global do século XX e as crises causadas pelas guerras (1914; 1945-1946). A primeira recessão, inclusive, trouxe como principal legado a criação do Federal Reserve, o Banco Central americano.

Leia também: O mercado de criptoativos como base para uma “nova economia”

Ainda podemos destacar a recessão econômica causada pela crise iniciada em 1929, com a quebra da Bolsa de Nova York, e que ficou conhecida mundialmente como Grande Depressão. É considerada a pior crise econômica do século XX e durou até 1932. Essa quebradeira acelerou drasticamente os efeitos da recessão já existente, provocando o fechamento de empresas e indústrias e forçando demissões em massa.

Mais recentemente tivemos uma forte recessão econômica em 2009, proveniente da crise no mercado imobiliário dos Estados Unidos, mas que não afetou somente os norte-americanos, mas também outras nações pelo mundo.

A crise afetou nações com economia forte, especialmente os europeus, mas acabou sendo sentida de forma mais branda para países emergentes como o Brasil, China, Índia, dentre outros.

                                                                           Crise imobiliária dos Estados Unidos em 2009. (Fonte: Google Imagens).

Ou seja, como vimos aqui, recessões econômicas são comuns na nossa sociedade e, periodicamente, afetam milhões de pessoas, governos e instituições mundo afora, gerando altas taxas de inflação, desemprego, falência de instituições privadas e públicas, além claro, de um crescimento muito aquém do potencial que muitos países tem para evoluir como nação.


Dentro desse contexto, nasceu o universo das criptomoedas, que ano após ano vão ganhando uma importância ainda maior no cenário macroeconômico, funcionando como uma espécie de válvula de escape para nossa atual economia e, mais do que isso, se apresentando como uma alternativa cada vez mais viável para iniciarmos uma novo momento, um novo sistema econômico no planeta.

Vamos nos aprofundar mais sobre esse tema no próximo artigo. 

Aproxime-se da sua liberdade financeira, clique no botão abaixo: