Argentinos usam criptomoedas para enfrentar crise econômica

As criptomoedas vem desempenhando um papel importante na diminuição dos efeitos negativos causados pela grave crise econômica vivida na Argentina, segundo país mais importante do continente sul-americano. Há décadas a Argentina convive com sérios problemas em sua economia e a cada ano assiste a perda do poder de compra do peso argentino, frente às principais moedas de câmbio no mundo. 

Aliado a isso, o país vizinho tem atualmente uma das maiores taxas de inflação do planeta, chegando a mais de 60% nos últimos dozes meses, segundo dados do Instituto Nacional de Estatísticas e Censo (Indec). Diante desse cenário, a população argentina tem recorrido às criptomoedas, em especial as stablecoins, para minimizar os efeitos da crise e manter o poder compra.

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Dados captados de várias corretoras que operam no país, incluindo a Binance, maior exchange do mundo, apontam que o custo de compra de Tether (USDT) usando pesos argentinos aumentou significativamente. O custo do poder de compra na Binance é cerca de 270 pesos argentinos. Vale ressaltar que no caso da USDT, assim como da USDC (Coinbase), as stablecoins são lastreadas em dólar. 

Um detalhe importante é que a Argentina sempre se mostrou um país com forte vocação para a adoção das criptomoedas. Uma pesquisa da empresa Chainalysis, colocou o país na 10ª colocação de um ranking para avaliar as nações que mais adotaram os criptoativos no último ano.

A Argentina ficou à frente de países como África do Sul, China, Brasil e Rússia.

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